Veja trata Maggi como presidenciável, mas não cita bloqueio de bens em MT

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), foi mencionado pelo site da revista “Veja” como um dos possíveis candidatos à disputa presidencial no próximo ano. Mesmo com parte de seus bens bloqueador pela Justiça, Maggi é mencionado no texto como cotado para as eleições de 2018.
O texto publicado na coluna “Radar On-Line”, na tarde desta quarta-feira (25), trata sobre encontros realizados pelo ministro para apresentar o Brasil a investidores no exterior. De acordo com a publicação, Maggi exibe vídeos que exaltam as oportunidades em solos brasileiros.
Os vídeos exibidos pelo ex-governador do Estado teriam como objetivo mostrar que o País reúne capacidade de produção e respeito ao meio-ambiente. Conforme a coluna do site da “Veja”, as imagens já foram mostradas na Bélgica e em breve deve ser exibido nos Estados Unidos.
Apesar de tratar Maggi como presidenciável, a publicação não menciona sobre o bloqueio de bens dele em até R$ 4 milhões, que foi determinado pelo juiz Luiz Aparecido Bortolussi Junior. O senador licenciado é acusado de participar de um esquema de compra de cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que teria envolvido até R$ 12 milhões dos cofres públicos.
Além do ministro, também são acusados na ação e foram alvos do bloqueio de bens o ex-conselheiro Alencar Soares Filho, o ex-secretário Eder Moraes, o empresário Gercio Marcelino Mendonça Júnior, o ex-conselheiro Humberto Bosaipo, o ex-deputado José Riva, o empresário Leandro Soares, o conselheiro afastado Sérgio Ricardo e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Apesar de ter solicitado o bloqueio dos acusados, a Justiça conseguiu localizar somente R$ 479.513,28 mil nas contas de todos réus.
Os valores bloqueados estavam nas contas do ministro da Agricultura e do conselheiro afastado, Sérgio Ricardo. Nas contas de Maggi, foram encontrados R$ 403.098,90 mil, mas liberados R$ 15.157,58 mil.
Os R$ 387.941,32 mil restantes foram transferidos para a Conta Única do Tribunal de Justiça.
A decisão determinou que, caso não fossem localizados nas contas dos réus o montante de R$ 4 milhões, deveria ser determinado o bloqueio de carros e imóveis. Porém, foram encontrados veículos apenas em nome do ministro da Agricultura e “Junior Mendonça”.
O dinheiro e o automóvel de Maggi permanecem bloqueados pela Justiça. Em comunicado, depois da decisão judicial, o ex-governador do Estado alegou inocência no suposto esquema de compra de vagas no TCE.
Ele criticou a determinação judicial de bloqueio de seus bens e afirmou que a decisão fez com que ele “revivesse um pesadelo”. Para o ministro, a decisão judicial foi “no mínimo inusitada”, pois aconteceu depois de ele ter sido inocentado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, no âmbito das investigações da Operação Ararath, e após as investigações criminais contra ele terem sido arquivadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Por: VINÍCIUS LEMOS

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