Oscar diz que Wilson se precipita ao retomar VLT sem o resultado da CPI

O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), que presidiu a CPI das Obras da Copa, afirma que o secretário estadual de Cidades Wilson Santos (PSDB) age de forma precipitada ao anunciar a retomada das obras do VLT ainda neste semestre sem levar em conta os apontamentos da investigação.

“Não vamos aceitar que Assembleia seja patrolada, principalmente por um colega que saiu daqui e sabe como o Parlamento funciona. O Wilson   precisa respeitar o trabalho feito pela CPI”, declarou o socialista.

Segundo Oscar, a CPI das Obras da Copa constatou que o contrato com o Consórcio VLT recebeu aditivo de prazo e valor mesmo sendo em regime RDC. A prática vedada pela legislação configuraria vício insanável.

“Existem outros vícios insanáveis apontados no relatório de quase 500 mil páginas. Será que tudo que foi investigado pela CPI  cai por terra com a decisão do Wilson de retormar as obras?”, questionou Oscar, defendendo que as obras do VLT só devem ser retomadas após Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) entre Governo do Estado, Assembleia, Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Essa semana devou procurar o secretário Wilson e o Governo. Existe muito do que foi investigado que pode comprometer os planos de retomar a execução do VLT. A saída é  aprovar  o relatório da CPI e ter melhor mecanismo para retomar as obras”, completou o parlamentar.

O relatório da CPI das Obras da Copa já está em poder da Mesa Diretora e deve ser apreciado pelo Plenário em cinco sessões a patir desta quarta (11). Com isso, deve ser votado somente no início de fevereiro já que os deputados estaduais voltam ao recesso na quinta (12).

Relatório

A CPI das Obras da Copa, que concluiu o relatório final  em 18 de outubro, sugere o indiciamento de sete agentes políticos, 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e sete consórcios de empresas. Além disso, indica a devolução de R$ 541,1 milhões aos cofres públicos.

A lista dos possíveis indiciados inclui o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-presidente da Assembleia José Riva, os ex-titulares da extinta Secopa Eder Moraes e Maurício Guimarães, além dos ex-diretores da Agecopa, Yuri Bastos, Yenes Magalhães e Carlos Brito. Servidores públicos e o Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande e todas as empreiteiras que atuam nas obras da Copa também devem ser responsabilizados pela malversação dos recursos.

Por: Jacques Gosch

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