Bernardinho: “Se de alguma forma eu inspirei, vou tentar continuar a fazer”

Foram 16 anos no comando da seleção brasileira masculina de vôlei. Medalhas olímpicas, inúmeros títulos internacionais e uma era à frente do maior voleibol do mundo. Após meses de indefinição após o ouro olímpico na Rio 2016, Bernardinho deixou o comando do Brasil. O anúncio oficial foi feito pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) na tarde desta quarta-feira, na sede da entidade, sem a presença do treinador. No seu lugar entra Renan Dal Zotto, ouro remanescente da Geração de Prata. Em sua primeira entrevista após a saída, Bernardo Rezende conversou com o repórter Marcos Uchôa, do Jornal Nacional, da TV Globo, e falou do sentimento que fica após tanto tempo à frente do Brasil. A produção foi de Mônica Agra.

– A primeira vez em 23 anos eu pensei realmente em deixar. Para ver outras coisas, pensar um pouco. Quando o Bruno me abraça no final da Olimpíada foi o momento que eu falei: realmente deu. Se de alguma forma eu inspirei, fiz alguma coisa legal, onde eu estiver vou tentar continuar a fazer. O professor, ele quer que o grande reconhecimento seja quando um ex-aluno vem a ele. O Gustavo Endres mandou uma mensagem linda, e é o que fica – disse Bernardinho em entrevista ao Jornal Nacional.

A estreia foi no dia 4 de maio de 2001, em um amistoso contra a Noruega, em Portugal. A partida valia como preparação para a disputa da Liga Mundial daquele ano. Logo de cara, o primeiro título. O último e derradeiro título veio na Olimpíada dentro de casa. Depois de um começo com altos e baixos, o Brasil se encontrou e despachou a Itália na final para ficar com o ouro no Maracanãzinho.

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